14 de outubro de 2010

Fazendo as malas.

Conversando com um amigo sobre uma eminente viagem à Curitiba, ele me disse: Segura a onda, guarda dinheiro. Respondi que não iria gastar muito e ainda que preferiria viajar e ficar dura a ficar em casa deprimida.
Pensar nisto rendeu um post.
Todas as oportunidades devem ser aproveitadas, pretendo ir para ver o mercado e também para me distrair, passear aproveitar. Penso que por último, se nada der certo, valeu o passeio, Curitiba é uma cidade linda e preciso me distrair, pois estou realmente entediada
O que é mais importante? Ficar em casa sentado em cima do cofrinho e garantir a tediosa sobrevivência até o final do mês, todos os meses? Toda uma vida? Ou aproveitar cada oportunidade que se apresente? Creio que o ideal é o equilíbrio e pra mim (desequilibrada por natureza) o equilíbrio está em aproveitar todas as oportunidades que eu puder alcançar, olho para trás e me arrependo de muitas coisas que não fiz, coisas que poderia ter feito e não fiz, lugares que não fui, pessoas que não beijei ou disse o quanto amava.
Cada vez mais busco não deixar para trás oportunidades salutares, embora ame as mudanças, sempre resisto muito ao novo, sempre esbarro nos “e se...” e como diz um amigo, ‘e se...’ é conjunção atrapalhativa. É lógico que é válido pensar antes de agir, ponderar antes de decidir, mas não dá pra pensar a vida inteira, não dá para viver e deixar rolar esperando o resultado.
Há alguns anos enfrentei um doloroso processo de divórcio e uma das coisas que repeti incessantemente foi: quando a gente não decide o que quer da vida a vida decide pela gente, aí não adianta reclamar do resultado. É isso, simplesmente adoro ser responsável pelas minhas decisões, responder por meus erros e receber os louros por meus acertos.
Só quero viver, em alguns momentos, viver intensamente, em outros viver em paz sem grandes turbulências, mas, na maioria das vezes, não, o tempo todo, preciso estar envolvida em um projeto, algo que me faça pular da cama as seis da manhã após ter ido dormir de madrugada, é isso o que mantém meu sangue circulando por minhas veias e sim, ajo como se estivesse descobrindo a cura do câncer, dou demasiada importância a tudo o que faço, e faço com amor, como se fosse a coisa mais importante do mundo, como se mais ninguém no mundo pudesse executar tal tarefa.
Voilà! Façamos as malas pra vida.

Piafizinha, de malas prontas.

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