"hoje tem goiabada,
hoje tem marmelada,
hoje tem palhaçada:
o circo hegou!"
Meus caríssimos confrades, quanto tempo! E quanta! Mas quanta saudade!Andei ausente, consertando a vida, ao menos tentanto. Observando as coisas e pensando em meios de torná-las melhor. Penso que ainda há jeito. Mas há tanto por fazer, ão?Mãos à obra, então!Venho só dizer que os amo, que sofro de saudades, que estarei perto em breve. Mais tarde apareço meio de verdade.
Calíope vive!
29 de maio de 2008
28 de maio de 2008
A insuportável levesa do ser...
Confrades, tenho andado tão sozinha... tirando o desjejum o almoço e o café do fim de tarde com o astro, quase não os vejo mais...
Calíope deve ter mudade de planeta, já não posta nem na cadeirinha... Humpf...
Mas, como boa leonina... Falarei de mim... embora as saudades de Mille Mille não se aplaque nem pelas palavras, já que... ok ok...
Leve e livre e insuportávelmente me bastando estou...
Até quando? Vai saber... Por hora, me basto e isto me basta hahaha...
Fechei um ciclo, talvez o mais longo de todos.
Todos meus pecados me foram perdoados (por mim) haverá juiz mais algoz?
Não não não haverá e digo-vos mais:
Há que se querer algo mais desta vida?
Por certo que sim!
E eu quero!
Me quero!
Como jamais desejei alguém.
Ao menos por hoje: -eu me basto!
Piaf, a autosuficiente.
Calíope deve ter mudade de planeta, já não posta nem na cadeirinha... Humpf...
Mas, como boa leonina... Falarei de mim... embora as saudades de Mille Mille não se aplaque nem pelas palavras, já que... ok ok...
Leve e livre e insuportávelmente me bastando estou...
Até quando? Vai saber... Por hora, me basto e isto me basta hahaha...
Fechei um ciclo, talvez o mais longo de todos.
Todos meus pecados me foram perdoados (por mim) haverá juiz mais algoz?
Não não não haverá e digo-vos mais:
Há que se querer algo mais desta vida?
Por certo que sim!
E eu quero!
Me quero!
Como jamais desejei alguém.
Ao menos por hoje: -eu me basto!
Piaf, a autosuficiente.
23 de maio de 2008
Gosto...
Gosto do meu gosto,
gosto do meu cheiro,
gosto da batida perfeita do compasso 8/8 do meu coração descompassado pela minha sã loucura...
Gosto da aventura...
Gosto do desgosto, do gosto tosco, do tão amargo-doce sabor da solidão.
Da Alma chorosa da Elma, da fortaleza indestrutível, inabalável, impenetrável... do sorriso da Monalisa ( q m é aquilo?) mas gosto...
Gosto de chegar de mansinho ou sair devagarinho, de ficar até o final se o começo for bom.
Gosto do som da caneta correndo o papel e das meninas que não vão para o céu...
Gosto de sábados de sol mas não dispenso um domingo chuvoso, nostálgico, triste, porque é da tristeza que nascem as melhores idéias, as melhores palavras e os melhores sorrisos.
Gosto do desgosto gostoso que é ter bom gosto e nunca encontrar o que se gosta.
Gosto de gostar de mim gostoso, gostosa ou desgostosa, e todo dia comigo aposto: Gosto/Desgosto!
gosto do meu cheiro,
gosto da batida perfeita do compasso 8/8 do meu coração descompassado pela minha sã loucura...
Gosto da aventura...
Gosto do desgosto, do gosto tosco, do tão amargo-doce sabor da solidão.
Da Alma chorosa da Elma, da fortaleza indestrutível, inabalável, impenetrável... do sorriso da Monalisa ( q m é aquilo?) mas gosto...
Gosto de chegar de mansinho ou sair devagarinho, de ficar até o final se o começo for bom.
Gosto do som da caneta correndo o papel e das meninas que não vão para o céu...
Gosto de sábados de sol mas não dispenso um domingo chuvoso, nostálgico, triste, porque é da tristeza que nascem as melhores idéias, as melhores palavras e os melhores sorrisos.
Gosto do desgosto gostoso que é ter bom gosto e nunca encontrar o que se gosta.
Gosto de gostar de mim gostoso, gostosa ou desgostosa, e todo dia comigo aposto: Gosto/Desgosto!
20 de maio de 2008
Saco, vazio?
Confrades, eu já não me lembro seus nomes, quanto tempo não compartilhamos...
Ok, Ok...
Meu saco esvaziando-se está, ao contrário do astro, muito próximo de mandar gente às favas...
O vento sul está soprando, é só esperar e apreciar as mudanças, guarda-chuvas virando ao contrário, moça segura a saia!
Meu saco está tão leve... acho que é o efeio do vento, que por onde passa vira tudo do avesso e talvez tenha-me feito este favor... acordei assim, zombando da vida.
Cantei na avenida, mandei um beijo pro padeiro, depois enrubesci, sempre acontece quando mando beijos para algum desconhecido, depois saí correndo, correndo como as horas... quando ví estava na hora de ir embora de novo...
Ah saco vazio não pára em pé, vou-me cuidar da ceia, que há passáros com o biquinho aberto no ninho...
Ok, Ok...
Meu saco esvaziando-se está, ao contrário do astro, muito próximo de mandar gente às favas...
O vento sul está soprando, é só esperar e apreciar as mudanças, guarda-chuvas virando ao contrário, moça segura a saia!
Meu saco está tão leve... acho que é o efeio do vento, que por onde passa vira tudo do avesso e talvez tenha-me feito este favor... acordei assim, zombando da vida.
Cantei na avenida, mandei um beijo pro padeiro, depois enrubesci, sempre acontece quando mando beijos para algum desconhecido, depois saí correndo, correndo como as horas... quando ví estava na hora de ir embora de novo...
Ah saco vazio não pára em pé, vou-me cuidar da ceia, que há passáros com o biquinho aberto no ninho...
18 de maio de 2008
Revirando gavetas
Caros Confrades,
A procura de um documento, acabei por revirar o passado, encontrei um cartão de natal de 1990 de uma amiga que me dizia: Apesar de tudo, admiro muito vc, não ligue para a incompreensão das pessoas...
Concluí que no mínimo eu era uma adolescente bem esquisita...
Encontrei cartinhas de namoradinhos da escola, documentos, fotos antigas, só pude concluir duas coisas: eu continuo sendo um ser muito esquisito e continuo fugindo do amor...
è tudo uma questão de marketing diria o astro...
A procura de um documento, acabei por revirar o passado, encontrei um cartão de natal de 1990 de uma amiga que me dizia: Apesar de tudo, admiro muito vc, não ligue para a incompreensão das pessoas...
Concluí que no mínimo eu era uma adolescente bem esquisita...
Encontrei cartinhas de namoradinhos da escola, documentos, fotos antigas, só pude concluir duas coisas: eu continuo sendo um ser muito esquisito e continuo fugindo do amor...
è tudo uma questão de marketing diria o astro...
12 de maio de 2008
Vazio
Minha mente está tão cheia de coisas vazias que não consigo pensar, criar, escrever.
Além de uma ou duas coisas essênciais ao dia a dia, tem um buraco negro, um vacuo, que tomou conta dos meus pensamentos, sim é de fato uma âncora, que carrego comigo todos os dias, onde vou, é aquele cheiro no travesseiro, aquele que nem está lá mas eu sinto... Inferrrrno... vai passar eu sei que vai, mas quando? Quanto mais quero não pensar mais penso, mais enlouqueço, mais tenho febres... que profunda apatia me consome... Corro pras idéias, mas elas correm de mim, desdenham indiferentes, riem da minha fragilidade, apontam escarnecedoras, pois já não me reconhecem como célula matter, não encontram a invencibilidade de outrora, e assim abandonadas a própria sorte, vão se desfazendo pelo caminho... E eu onde estou? Talvez em marte... não sei, mas de fato tão longe, tão inatingível... o astro me pergunta: como vai? Melhor. Melhor não perguntar... A poucos passos de começar a fuga, planejo correr de todos até que me encontre novamente... será possível? não correr, me encontrar... quanta febre, quanto delírio, quanda sandice... Mais uma viajem sem volta pra marte, mas nem lá me sinto em casa... fecha casulo! Guarda de volta esta borboleta!!!
São só os ecos...
Os instântaneos...
Os vultos...
O calor...
O pulso fraco...
A febre forte...
Além de uma ou duas coisas essênciais ao dia a dia, tem um buraco negro, um vacuo, que tomou conta dos meus pensamentos, sim é de fato uma âncora, que carrego comigo todos os dias, onde vou, é aquele cheiro no travesseiro, aquele que nem está lá mas eu sinto... Inferrrrno... vai passar eu sei que vai, mas quando? Quanto mais quero não pensar mais penso, mais enlouqueço, mais tenho febres... que profunda apatia me consome... Corro pras idéias, mas elas correm de mim, desdenham indiferentes, riem da minha fragilidade, apontam escarnecedoras, pois já não me reconhecem como célula matter, não encontram a invencibilidade de outrora, e assim abandonadas a própria sorte, vão se desfazendo pelo caminho... E eu onde estou? Talvez em marte... não sei, mas de fato tão longe, tão inatingível... o astro me pergunta: como vai? Melhor. Melhor não perguntar... A poucos passos de começar a fuga, planejo correr de todos até que me encontre novamente... será possível? não correr, me encontrar... quanta febre, quanto delírio, quanda sandice... Mais uma viajem sem volta pra marte, mas nem lá me sinto em casa... fecha casulo! Guarda de volta esta borboleta!!!
São só os ecos...
Os instântaneos...
Os vultos...
O calor...
O pulso fraco...
A febre forte...
6 de maio de 2008
Do impossível e das suas possibilidades
Um amigo escriba me diz que na juventude tudo é possível, na velhice tudo é impossível e na meia-idade... bem, não se sabe... Penso que há certa razão nessa reflexão, embora talvez não na forma estabelecida pelo adorador de astros.
Se se pode separar a vida em dois estágios primordiais, sendo eles a juventude e a velhice, pode-se também apartá-los da lógica cronológica que rege nossas vidas. A tal ponto que a juventude ou a velhice tornem-se estágios da alma e não do corpo. Se assim se pode supor, pode-se também supor que a alma seja acrônica, o que a permite transitar cá e acolá a qualquer recorte de tempo, num espaço indeterminado e indeterminante.
O que seria então impossível para uma alma jovem? Capaz de flutuar sobre o tempo, pelo espaço, como chuva...?
O que, meu caríssimo adorador de astros, é impossível para uma alma que fecha o guarda-chuva num dia chuvoso e se põe a cantar e dançar e chutar poças d'água?
Se se pode separar a vida em dois estágios primordiais, sendo eles a juventude e a velhice, pode-se também apartá-los da lógica cronológica que rege nossas vidas. A tal ponto que a juventude ou a velhice tornem-se estágios da alma e não do corpo. Se assim se pode supor, pode-se também supor que a alma seja acrônica, o que a permite transitar cá e acolá a qualquer recorte de tempo, num espaço indeterminado e indeterminante.
O que seria então impossível para uma alma jovem? Capaz de flutuar sobre o tempo, pelo espaço, como chuva...?
O que, meu caríssimo adorador de astros, é impossível para uma alma que fecha o guarda-chuva num dia chuvoso e se põe a cantar e dançar e chutar poças d'água?
2 de maio de 2008
A ponte metalingüística
Volto ao tema. Por que não?
É de exaustão que se vive o desejo e de tédio que se consome o medo.
Sentada em minha cadeira secular, contemplo um certo astro confuso e ouço, cá perto, um pequeno pardal em seu lamento. Medito, afinal, na pergunta já tão nossa: quanto tempo dedicar a uma pessoa?
Folheio a hemeroteca imaginária de minhas confusões aborrecidas, levanto uma ou outra hipótese, amante-amiga da sabedoria e constato - contrafeita - que a resposta está numa entidade à qual nenhuma metalinguística pode alcançar.
Se penso quanto tempo dedico a mim mesma, constato que muito pouco desse tempo, que é praticamente integral, é consciente... disso concluo que me posso cuidar melhor... mas devo? É justo dedicar a si, exclusivamente, todo o tempo que se tem? Se é no outro que me reconheço. Se é no outro que aconteço... se no outro sou eu e não outro. De quem, então é meu tempo?
Se o outro é a ponte através da qual a possibilidade de ser eu se concretiza, então meu tempo não é meu, nem do outro, mas da ponte, essa na qual sou eu e o outro, o outro.
Quanto tempo dedicar a alguém, meus caros confrades? Todo o tempo que se tem!
Assim, amamos, enlouquecemos, sofremos e gozamos enquanto nos tornamos, lentamente, mais nossos, sem deixar de ser dos outros.
É de exaustão que se vive o desejo e de tédio que se consome o medo.
Sentada em minha cadeira secular, contemplo um certo astro confuso e ouço, cá perto, um pequeno pardal em seu lamento. Medito, afinal, na pergunta já tão nossa: quanto tempo dedicar a uma pessoa?
Folheio a hemeroteca imaginária de minhas confusões aborrecidas, levanto uma ou outra hipótese, amante-amiga da sabedoria e constato - contrafeita - que a resposta está numa entidade à qual nenhuma metalinguística pode alcançar.
Se penso quanto tempo dedico a mim mesma, constato que muito pouco desse tempo, que é praticamente integral, é consciente... disso concluo que me posso cuidar melhor... mas devo? É justo dedicar a si, exclusivamente, todo o tempo que se tem? Se é no outro que me reconheço. Se é no outro que aconteço... se no outro sou eu e não outro. De quem, então é meu tempo?
Se o outro é a ponte através da qual a possibilidade de ser eu se concretiza, então meu tempo não é meu, nem do outro, mas da ponte, essa na qual sou eu e o outro, o outro.
Quanto tempo dedicar a alguém, meus caros confrades? Todo o tempo que se tem!
Assim, amamos, enlouquecemos, sofremos e gozamos enquanto nos tornamos, lentamente, mais nossos, sem deixar de ser dos outros.
1 de maio de 2008
Visita ao Astro
Fui visitar o Astrinho depois da Cadeirinha...
O astro pergunta:
Quanto tempo dedicar a uma pessoa?
A resposta vale um post:
Tempo suficiente para que ela por toda a sua vida a cada instante, em cada ato, lembre-se de você, tempo suficiente para que seu perfume, nunca mais abandone sua memória olfativa, tempo suficiente para que os instantâneos se instaurem em sua memória de tal forma, que ao acordar, seja este o seu primeiro pensamento e ao dormir o último, tempo suficiente para estar em cada piada e em cada sorriso, em cada lágrima e em cada triunfo, tempo suficiente para que o hálito de cada manhã, seja o seu e o frio do anoitecer seja um convite aos teus braços.
O astro pergunta:
Quanto tempo dedicar a uma pessoa?
A resposta vale um post:
Tempo suficiente para que ela por toda a sua vida a cada instante, em cada ato, lembre-se de você, tempo suficiente para que seu perfume, nunca mais abandone sua memória olfativa, tempo suficiente para que os instantâneos se instaurem em sua memória de tal forma, que ao acordar, seja este o seu primeiro pensamento e ao dormir o último, tempo suficiente para estar em cada piada e em cada sorriso, em cada lágrima e em cada triunfo, tempo suficiente para que o hálito de cada manhã, seja o seu e o frio do anoitecer seja um convite aos teus braços.
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