Por um breve momento a Terra parou,
talvez o tal do eixo imaginário tenha emperrado, vai saber...
Mas neste momento, somos só eu e vc.
Nada de passado, futuro? Tão pouco.
É um momento único, memento mori, momme.
Inconcebível é, sei, bem sei.
Mas é o que é, e é para mim.
Assim...
Assim...
E nada o supera, é curto é vago e é Meu.
E não o divido, não o empresto e também dele não abro mão.
São só fragmentos de um passado que insiste em não passar.
É só a maldita nuvem que insiste em pairar acima de um olhar de menina
encobrindo o Sol quentinho de bater no rosto e desabrochar o sorriso.
É só vc de novo, povoando meus pesadelos...
É só essa dor de novo rasgando a minha garganta
E roubando o ar dos meus pulmões...
Nada muito sério,
Só uma enorme falta de vontade de ver o amanhã acontecer,
por saber que vc não fará parte dele.
Piafizinha, não conseguindo segurar aquelas gotinhas agridoces que teimam em desabar pelas bochechas...
12 de fevereiro de 2009
10 de fevereiro de 2009
Cacos.
Partiu-se em milhões de pequenos pedaços.
Num deles me corto, noutro vejo o passado refletido.
Num terceiro há delírios e tormentos infinitos.
Mais adiante a mais candida paz...
Numa aresta, um filho me nasce,
Noutro ponto um sonho cor de rosa se realiza
por vários dias o mesmo sonho,
os mesmos tons pastéis, e de novo e de novo e de novo...
Fragmentos de uma vida.
Simples, mas bem vivida.
Vida de quem se divide em cacos como o espelho que se quebra,
mas se monta e remonta, tal qual mosaico,
mosaico de palavras, de cores, de magia.
E, ao longo do percurso,
vai se dividindo, se doando, dando de si, o que lhe sobra
às vezes até o que lhe falta...
... prazer maior é dar à receber...
Com tantos cacos, escreve-se outro capítulo na página da vida...
Pra que se juntar? Deixa-me esparramar.
Por que não mudar o que está escrito?
Por que não se quebrar mais um pouco?
Deixe-se montar nova obra de arte.
A única pena, é que poucos entendem quando olham o findo.
Ufa! Ainda bem, se entendessem, teria que destruir a obra.
Pois neste momento estaria nua.
Deixem-me com meus cacos!
Piafizinha, precisando de mais cola...
Num deles me corto, noutro vejo o passado refletido.
Num terceiro há delírios e tormentos infinitos.
Mais adiante a mais candida paz...
Numa aresta, um filho me nasce,
Noutro ponto um sonho cor de rosa se realiza
por vários dias o mesmo sonho,
os mesmos tons pastéis, e de novo e de novo e de novo...
Fragmentos de uma vida.
Simples, mas bem vivida.
Vida de quem se divide em cacos como o espelho que se quebra,
mas se monta e remonta, tal qual mosaico,
mosaico de palavras, de cores, de magia.
E, ao longo do percurso,
vai se dividindo, se doando, dando de si, o que lhe sobra
às vezes até o que lhe falta...
... prazer maior é dar à receber...
Com tantos cacos, escreve-se outro capítulo na página da vida...
Pra que se juntar? Deixa-me esparramar.
Por que não mudar o que está escrito?
Por que não se quebrar mais um pouco?
Deixe-se montar nova obra de arte.
A única pena, é que poucos entendem quando olham o findo.
Ufa! Ainda bem, se entendessem, teria que destruir a obra.
Pois neste momento estaria nua.
Deixem-me com meus cacos!
Piafizinha, precisando de mais cola...
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