Uma febre me consome a alma
Fujo de todos que ma queiram curar.
Não posso, não devo não quero...
Esta alta temperatura me faz viver.
Me faz ser eu e ser você.
Se me queres, não tentes me curar.
Se me amas, aceita o pouco que te dou
Entenda que este pouco
É de mim muito
É sôfrego e tem poderes curativos
Mas só para as almas desavisadas...
Não tente me entender
Ou enlouqueça comigo
Esta sã loucura
Esta vicissitude sentimentalóide.
Liberta-me dos teus preconceitos
E terás me prendido a ti para sempre
Com o elo invisível da cumplicidade.
Tente me prender
E terás me perdido para sempre
No precipício da possessão.
Vem, sente meu calor
E aparta-te de mim
Para que não sejamos ambos
Mornos e sem graça.
Piafizinha, a delirante.
28 de junho de 2008
23 de junho de 2008
Chorei de novo pra dentro...
Você lembra? Lembra?
Naquele tempo eu tinha estrelas nos olhos...
Um raio de sol cobria meu rosto e o sorriso largo,
Com um dente torto inconfundível...
A represa cedeu
Um rio de lágrimas
Correu pra dentro.
Salgou meu coração,
Que murchou, murchou,
Secou secou...
Chorei eu,
Chorei você
Chorei o que não podia ser
Chorei o que foi sem poder ter sido
Chorei, chorei.
E não parei
Agora, depois de tanto tempo
Depois de achar que as lágrimas eram finitas.
Descubro que nada neste infinito universo.
Encontra fim em mim.
Piafizinha, a tristonha.
Naquele tempo eu tinha estrelas nos olhos...
Um raio de sol cobria meu rosto e o sorriso largo,
Com um dente torto inconfundível...
A represa cedeu
Um rio de lágrimas
Correu pra dentro.
Salgou meu coração,
Que murchou, murchou,
Secou secou...
Chorei eu,
Chorei você
Chorei o que não podia ser
Chorei o que foi sem poder ter sido
Chorei, chorei.
E não parei
Agora, depois de tanto tempo
Depois de achar que as lágrimas eram finitas.
Descubro que nada neste infinito universo.
Encontra fim em mim.
Piafizinha, a tristonha.
19 de junho de 2008
Que toda nação saiba!
"Que toda nação saiba ... que pagaremos qualquer preço, suportaremos qualquer fardo, enfrentaremos qualquer privação, apoiaremos qualquer amigo, obstaremos qualquer inimigo, para assegurar a sobrevivência e o triunfo da liberdade."
John F. Kennedy, Discurso de Posse.
Lenta segue a barca, alenta e abala... assim caminhamos, mon amis... às vezes num Kill Bil sanguinolento, no qual partimos deixando ao carrasco nossos membros amputados, às vezes num Cantando na Chuva, rodopiando sob o aguaceiro, às vezes em películas antigas, melancólicas, tranqüilas em janelas de trens que partem sem grandes alardes.
Estamos vivos, caros! Quanto riso, quanta legria! Mais de mil palhaços no salão... por debaixo das máscaras nos reconhecemos, acenamos discretos e prosseguimos.
Segue a marcha!
Nos encontraremos na próxima cancela.
John F. Kennedy, Discurso de Posse.
Lenta segue a barca, alenta e abala... assim caminhamos, mon amis... às vezes num Kill Bil sanguinolento, no qual partimos deixando ao carrasco nossos membros amputados, às vezes num Cantando na Chuva, rodopiando sob o aguaceiro, às vezes em películas antigas, melancólicas, tranqüilas em janelas de trens que partem sem grandes alardes.
Estamos vivos, caros! Quanto riso, quanta legria! Mais de mil palhaços no salão... por debaixo das máscaras nos reconhecemos, acenamos discretos e prosseguimos.
Segue a marcha!
Nos encontraremos na próxima cancela.
15 de junho de 2008
Vivos?
Não!!!!
Os blogueiros não morreram...
Apenas tiraram férias dos interesses mais comuns...
Calíope no apaixona-desapaixona relâmpago,
Piafizinha no eterno não vou me entregar ao amor, se traindo a cada instante e o
Astro, este é um bom filho de uma boa mãe, ele bem sabe...
Mas o saco continua cheio e o copo vazio, o coração criptando...
O amor aos confrades pode até se esconder sob uma enorme pedra, mas não se desfaz, não diminui não morre...
E no fim é tudo uma questão de marketing
Há sempre mais passado que presente
É tudo muito relativo
Os blogueiros não morreram...
Apenas tiraram férias dos interesses mais comuns...
Calíope no apaixona-desapaixona relâmpago,
Piafizinha no eterno não vou me entregar ao amor, se traindo a cada instante e o
Astro, este é um bom filho de uma boa mãe, ele bem sabe...
Mas o saco continua cheio e o copo vazio, o coração criptando...
O amor aos confrades pode até se esconder sob uma enorme pedra, mas não se desfaz, não diminui não morre...
E no fim é tudo uma questão de marketing
Há sempre mais passado que presente
É tudo muito relativo
6 de junho de 2008
Tragédia da lagartixa manca - Parte II
Olha que maravilha essa vida, não é? A gente dá uma volta no quarteirão e compreende uma verdade que estava oculta por trás de um bueiro qualquer. A gente passa a vida tentando encontrar as pessoas, se apaixona por algumas que não necessariamente tem as qualidades que buscamos, mas acreditamos nelas e sonhamos em encontrar essas coisas nelas porque simplesmente vemos em seus olhos um brilho diferente. Daí outras pessoas, cheias de qualidades, muitas das que esperamos encontrar, nos aparecem e oferecem amor sincero, mas não vemos em seus olhos aquele brilho que vemos nos não dotados... Isso significa que temos o dedo podre para escolher nossos companheiros? Não! Apenas que não encontramos, ainda, em nossos caminhos aquelas pessoas que nos ofereçam amor sincero e brilho nos olhos ao mesmo tempo. Mas é questão de fluxo, apenas. Aliás, na vida tudo é questão de fluxo ou contra-fluxo... Uma hora aparece alguém que mesmo não dotado, se esforce, se esmere para atender às nossas solicitações... isso sim, porque é mais fácil se desbobrar para atender ao outro, que forjar brilho nos olhos.
Tragédia da lagartixa manca
A gente se protege o quanto pode, aceita com resignação as amarguras de se ficar só, até começa a acreditar em auto-suficiência, planeja coisas, corta o cabelo, faz as unhas do pé, pensa em estudar metafísica... Daí aparece um cara, esbarra na gente, a gente faz cara de blasè, finge que não está percebendo. Ele insiste, te chama pra sair, você aceita e acredita que está "curtindo o momento". Ele se apaixona, diz que quer casar com você, te chama para morar com ele, faz o caralho pra quebrar sua resistência e, quando te convence, some. Está confuso, precisa de espaço, não sabe bem o que quer da vida... precisa de liberdade. Dá pra entender?
O jeito é deixar o rabo e retomar a marcha enquanto ainda se consegue controlar o corpo.
O jeito é deixar o rabo e retomar a marcha enquanto ainda se consegue controlar o corpo.
5 de junho de 2008
Requisição minimalista
Confrades Caríssimos,
Calíope abandonou os manifestos e aderiu às requisições.Assim, mimada que se pretende a musa, recusa o muito pouco e requer mais um quinhão. De vida, de paz, de alegria, de sandice, de ternura, de amor fraterno e sincero, de apetite, de poesia, de arte, de beleza. De beleza bonita. Boniteza mesmo...Calíope quer, esté decretado.O Saco Cheio dessa balelice diária, de engarrafamento constante, de entroncamentos, mesmices, burrices, fumaças mal cheirosas, crendices, tolices... proponho um motim, uma revolta! Juntos, todos, pela beleza. Algo que nos beije a alma calidamente, que nos pegue as entranhas e execute nós maldosamente, que dissova lentamente os calos do coração, que enrubesça las manzanas do rosto e desembaçe as retinas, cretinas de crer em absurdos.All together now?
Calíope abandonou os manifestos e aderiu às requisições.Assim, mimada que se pretende a musa, recusa o muito pouco e requer mais um quinhão. De vida, de paz, de alegria, de sandice, de ternura, de amor fraterno e sincero, de apetite, de poesia, de arte, de beleza. De beleza bonita. Boniteza mesmo...Calíope quer, esté decretado.O Saco Cheio dessa balelice diária, de engarrafamento constante, de entroncamentos, mesmices, burrices, fumaças mal cheirosas, crendices, tolices... proponho um motim, uma revolta! Juntos, todos, pela beleza. Algo que nos beije a alma calidamente, que nos pegue as entranhas e execute nós maldosamente, que dissova lentamente os calos do coração, que enrubesça las manzanas do rosto e desembaçe as retinas, cretinas de crer em absurdos.All together now?
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