Meu coração se acalma
Minha mente se aclara
No silêncio plácido, sereno, que são meus pensamentos.
A suavidade de minhas emoções é incomparável...
Me sinto bem, como não me sentia há tanto tempo...
Todo meu ser é tomado por esta leveza
Minha vida se abre para o belo.
Meus lábios sorriem.
Meus olhos sorriem.
Meu coração sorri.
Piafizinha, voltando ao mundo dos Leões.
29 de abril de 2009
27 de abril de 2009
Opróbrio...
Eis o único sentimento que me resta...
Depois de mimar, amar, chorar...
Depois de inúmeras frustrações...
depois de todas as datas importantes terem
sido simplesmente destruídas pela tristeza
da ausência ou da presença que não satisfaz...
Resta-me o opróbrio e a tristeza...
Só hoje dou-me conta, gastei muito do bom de mim
I N Ú T I L M E N TE ! ! !
Só hoje entendo a expressão: "não atirar pérolas aos porcos"
Foi o que fiz...
Que fique uma única lição:
Não importa o que fizeram de mim,
importa o que faço com o que fizeram de mim.
E desta vez, faço alguém mais forte, com mais fibra.
Alguém que sempre soube o que queria,
que sempre lutou pelo que queria.
Alguém que sempre lutará pelo quer
E continuará lutando,
sempre que acreditar que vale a pena,
ainda que não valha...
Alguém que suará até a última gota, sempre...
Que seja este o desfecho desta saga.
E que os deuses abençoem esta pobre mortal,
Que não a deixem minguar...
Porque muitas lágrimas ainda hão de vir
E muitos risos também.
Chega de esperar pelo nada.
Basta de silêncio e resignação...
Pois esta luz que brilha em mim
Não mais será ofuscada.
Este coração que já não aguenta mais se apertar
Há de sorrir de novo...
Eis que mais uma vez,
me bastando estou...
Olho pra trás e sinto vergonha e tristeza.
Por ter sido tão míope.
Me envergonho por ter dedicado
tanto do meu bom tempo e tanto dos meus bons cuidados
A quem de mim, nada nunca mereceu.
Que fique a lição, entre a procela e a calmaria,
sempre haverá uma Piafizinha sorridente.
Chorando da vida e rindo da morte.
Esperando por dias melhores.
Piafizinha, entristecida e envergonhada.
Depois de mimar, amar, chorar...
Depois de inúmeras frustrações...
depois de todas as datas importantes terem
sido simplesmente destruídas pela tristeza
da ausência ou da presença que não satisfaz...
Resta-me o opróbrio e a tristeza...
Só hoje dou-me conta, gastei muito do bom de mim
I N Ú T I L M E N TE ! ! !
Só hoje entendo a expressão: "não atirar pérolas aos porcos"
Foi o que fiz...
Que fique uma única lição:
Não importa o que fizeram de mim,
importa o que faço com o que fizeram de mim.
E desta vez, faço alguém mais forte, com mais fibra.
Alguém que sempre soube o que queria,
que sempre lutou pelo que queria.
Alguém que sempre lutará pelo quer
E continuará lutando,
sempre que acreditar que vale a pena,
ainda que não valha...
Alguém que suará até a última gota, sempre...
Que seja este o desfecho desta saga.
E que os deuses abençoem esta pobre mortal,
Que não a deixem minguar...
Porque muitas lágrimas ainda hão de vir
E muitos risos também.
Chega de esperar pelo nada.
Basta de silêncio e resignação...
Pois esta luz que brilha em mim
Não mais será ofuscada.
Este coração que já não aguenta mais se apertar
Há de sorrir de novo...
Eis que mais uma vez,
me bastando estou...
Olho pra trás e sinto vergonha e tristeza.
Por ter sido tão míope.
Me envergonho por ter dedicado
tanto do meu bom tempo e tanto dos meus bons cuidados
A quem de mim, nada nunca mereceu.
Que fique a lição, entre a procela e a calmaria,
sempre haverá uma Piafizinha sorridente.
Chorando da vida e rindo da morte.
Esperando por dias melhores.
Piafizinha, entristecida e envergonhada.
9 de abril de 2009
Eu era feliz... e sabia.
Cada vez que ouço alguém dizer que era feliz e não sabia, fico estupefata.
Talvez porque eu sempre tenha sabido que era feliz, quando era feliz. Sim, porque também fui infeliz. Algumas vezes, muito infeliz.
Mas acima de tudo, sempre pensei na felicidade, às vezes como um desejo de tê-la por perto, como se quer aos amigos e aos amores. Às vezes como a constatação de que está, efetivamente, ao meu lado.
Afinal, ainda acredito que felicidade seja isso: gostar do que se tem. Pensar naquilo que se tem com olhos de namorado, ressaltando suas belezas, sutilezas, aromas complexos e toda a série de pequenas bobagens que a felicidade proporciona.
Agarrar-se ao que se tem não é necessariamente não desejar ter mais ou melhores ou mais vastos. É o simples constatar de que se é bom, que a vida, ao contrário do se pensa, é justa, que estamos sempre exatamente onde deveríamos estar, dados os passos que nos trouxeram aqui.
Abraçar o que se tem é abrir espaço no armário através de roupas bonitas, mas usadas, para uma nova coleção de peças com cheio de tecido recém-tingido e a promessa de uma nova estação. É permitir que a noite se derrame para que um mesmo sol, renovado, venha ter conosco na manhça seguinte.
A quem quero enganar? Esta é a minha felicidade. De certo existem outras, muitas, milhares, plurais, prolixas e complexas... e toda felicidade será felicitada!
Talvez porque eu sempre tenha sabido que era feliz, quando era feliz. Sim, porque também fui infeliz. Algumas vezes, muito infeliz.
Mas acima de tudo, sempre pensei na felicidade, às vezes como um desejo de tê-la por perto, como se quer aos amigos e aos amores. Às vezes como a constatação de que está, efetivamente, ao meu lado.
Afinal, ainda acredito que felicidade seja isso: gostar do que se tem. Pensar naquilo que se tem com olhos de namorado, ressaltando suas belezas, sutilezas, aromas complexos e toda a série de pequenas bobagens que a felicidade proporciona.
Agarrar-se ao que se tem não é necessariamente não desejar ter mais ou melhores ou mais vastos. É o simples constatar de que se é bom, que a vida, ao contrário do se pensa, é justa, que estamos sempre exatamente onde deveríamos estar, dados os passos que nos trouxeram aqui.
Abraçar o que se tem é abrir espaço no armário através de roupas bonitas, mas usadas, para uma nova coleção de peças com cheio de tecido recém-tingido e a promessa de uma nova estação. É permitir que a noite se derrame para que um mesmo sol, renovado, venha ter conosco na manhça seguinte.
A quem quero enganar? Esta é a minha felicidade. De certo existem outras, muitas, milhares, plurais, prolixas e complexas... e toda felicidade será felicitada!
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