Colhi uma pitanga
uma pitanga temporã me sorriu,
estava doce e vermelhinha.
De repente colhi vida daquela árvore
uma vida distante não obstante, vívida.
Com ela colhi lembranças de risos sonoros e gostosos.
Colhi mais que um fruto, colhi saudades.
Saudades de um tempo bom, mas que, infelizmente não volta.
Ah! Mille. Chaise,
Quantas vezes será necessário a vida nos separar para percebermos
Que o retorno é sempre mais intenso e mais vivo?
Ri sozinha lembrando do Causo da Maria Pretinha...
Que foi aquilo? Por certo fomos muito odiadas naquele dia,
felicidade incomoda até aos que nos amam... que medíocre...
Por alguns momentos, embaixo da Pitangueira, voltei no tempo.
E sorri, introspectiva, devo ter parecido louca... novidade.
Aquela pitangueira que nos foi boa conselheira,
Continua ouvindo segredos, abrigando borboletas e um pardalzinho fêmea.
Saudades do riso insano, das probabilidades mais improváveis do mundo...
Das idéias minuto a minuto...
Das palavras novas compartilhadas a cada meio minuto.
Saudades do "Vamos ficar muito ricas"
Até hoje não consigo entender como podemos ter e esquecer idéias tão maravilhosas
Em tempo tão recorde...
Aliás, hoje é dia de ficar rica...
Saudades de ti cabrocha.
Piafizinha, indo pra fila.
31 de julho de 2009
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