Vocês querem viver pra sempreeeeeeeeeeeeeeee?
Sim, é este o grito de guerra de quem pula de páraglider!
Que estou fazendo de diferente? Nada, apenas me atirando contra o vento e manuseando as cordinhas da vida (queira Deus) com alguma habilidade...
Não posso deixar de pensar na próxima esquina, ah, sempre a minha espreita...
Tem também a próxima curva agora... Bem hj descubro o tamanho da minha habilidade com curvas... é isto ou virar panqueca com recheio de asfalto, humpf...
O que importa é que não quero viver para sempre, fato.
Quero viver sempre! Fato tb.
Enquanto tiver vida, eu quero viver e isto não inclui ficar esparramada no sofá assistindo TV.
Adoraria chegar aos sessenta, setenta, cheia de histórias pra contar... Imagina como haveria histórias... (aliás, agora percebo ainda maior a necessidade que sinto de escrever, com a memória que tenho, com cinquenta não vou lembrar nem meu nome), mas, entre correr riscos em busca de dias melhores e ficar em casa quietinha garantindo que nada vai sair do lugar... Fala sério, preciso responder?
Droga, devia ter feito um seguro de vida.
É isso, não sei se volto, sequer sei se chego (espero que sim, senão meu irmão tem um troço).
Só sei que fuiiiiiiiiiiiii.
Piafizinha, cheirando (fedendo) a gasolina.
12 de outubro de 2009
11 de outubro de 2009
Mochilão nas costas...
Quando anunciei que estava com cidade nova, trabalho novo, amigos novos, desafios novos... enfim vida nova, perguntaram-me se tinha entrado em alguma realidade virtual...
Non, mes amis...
Tudo me é muito real e imediato, da forma como gosto...
Bem sabeis o quanto me interesso por fantasias, mas uma certa dose de realidade talvez me seja suportável.
Tenho à mão a pena que escreve minha história no livro da vida, impossível não trazer para realidade toda a fantasia que me é tão comum, impossível não exagerar (sempre)...
Os últimos dias têm sido os primeiros dias dos anos mais felizes da minha vida!!!
Tudo são flores? Não!
Tudo é perfeito? Não!
Estou bem humorada o tempo todo? Não!
Mas é fato, há bom humor, há flores e há perfeição! E em generosas doses...
Há também contas a pagar, remédio pra tomar na hora certa, chefe de humor oscilante, trânsito, amados amigos distantes, fenomenos da natureza enfim, uma série de intempéries que não me abalam ou desanimam por mais do que um momento, mas de fato, existem, e nada além de vivê-las da forma mais harmoniosa possível, posso fazer.
Esta borboleta, sente pela primeira vez necessidade de completar a metamorfose e de que outra forma poderia fazê-lo, senão modificando tudo? Esta minha eterna necessidade de mudanças, talvez seja apenas um apelo desesperado por algo que ainda não encontrei, pudera, estivera procurando por décadas no local errado, tivera enganando-me por décadas...
Pássaros pequenos demoram-se mais com seu plano de vôo, mas invariávelmente, concluem-no.
Esta é La Momme Piaf, um pássaro pequeno, que demorou muito a elaborar seu plano de vôo, mas que ainda tem o verão inteiro pela frente e pretende aproveitar a maturidade e experiência de suas asas fortes...
Será o fim da mutação? Provávelmente não, enquanto houver um coração batendo neste peito, haverão mudanças, esta é a única coisa imutável em mim... Mas, por certo, haverão mudanças menos bruscas, apenas para corrigir a rota.
Por hora, mochila nas costas, mão acelerando forte, vento na cara, coração acelerado, perna cheia de hematomas até se acostumar com "o coiçe" e um sorriso, que não abandona este rosto por nada deste mundo...
O motivo de tanta felicidade?
O sol voltou a brilhar na minha vida, nada tem sido fácil, continuo dura, mas pequeninas conquistas dia a dia, degrau por degrau, me impulsionam para um amanhã melhor do que hoje.
Só por hoje, vou conquistar o mundo.
Só por hoje, vou me apaixonar pelo mundo como ele é.
Só por hoje, vou viver e ser feliz um dia de cada vez.
Só por hoje, queria dividir este sentimento e esta plenitude com todos os seres que habitam o maravilhoso mundinho da DonElminha.
Elminha, acelerando forte.
Non, mes amis...
Tudo me é muito real e imediato, da forma como gosto...
Bem sabeis o quanto me interesso por fantasias, mas uma certa dose de realidade talvez me seja suportável.
Tenho à mão a pena que escreve minha história no livro da vida, impossível não trazer para realidade toda a fantasia que me é tão comum, impossível não exagerar (sempre)...
Os últimos dias têm sido os primeiros dias dos anos mais felizes da minha vida!!!
Tudo são flores? Não!
Tudo é perfeito? Não!
Estou bem humorada o tempo todo? Não!
Mas é fato, há bom humor, há flores e há perfeição! E em generosas doses...
Há também contas a pagar, remédio pra tomar na hora certa, chefe de humor oscilante, trânsito, amados amigos distantes, fenomenos da natureza enfim, uma série de intempéries que não me abalam ou desanimam por mais do que um momento, mas de fato, existem, e nada além de vivê-las da forma mais harmoniosa possível, posso fazer.
Esta borboleta, sente pela primeira vez necessidade de completar a metamorfose e de que outra forma poderia fazê-lo, senão modificando tudo? Esta minha eterna necessidade de mudanças, talvez seja apenas um apelo desesperado por algo que ainda não encontrei, pudera, estivera procurando por décadas no local errado, tivera enganando-me por décadas...
Pássaros pequenos demoram-se mais com seu plano de vôo, mas invariávelmente, concluem-no.
Esta é La Momme Piaf, um pássaro pequeno, que demorou muito a elaborar seu plano de vôo, mas que ainda tem o verão inteiro pela frente e pretende aproveitar a maturidade e experiência de suas asas fortes...
Será o fim da mutação? Provávelmente não, enquanto houver um coração batendo neste peito, haverão mudanças, esta é a única coisa imutável em mim... Mas, por certo, haverão mudanças menos bruscas, apenas para corrigir a rota.
Por hora, mochila nas costas, mão acelerando forte, vento na cara, coração acelerado, perna cheia de hematomas até se acostumar com "o coiçe" e um sorriso, que não abandona este rosto por nada deste mundo...
O motivo de tanta felicidade?
O sol voltou a brilhar na minha vida, nada tem sido fácil, continuo dura, mas pequeninas conquistas dia a dia, degrau por degrau, me impulsionam para um amanhã melhor do que hoje.
Só por hoje, vou conquistar o mundo.
Só por hoje, vou me apaixonar pelo mundo como ele é.
Só por hoje, vou viver e ser feliz um dia de cada vez.
Só por hoje, queria dividir este sentimento e esta plenitude com todos os seres que habitam o maravilhoso mundinho da DonElminha.
Elminha, acelerando forte.
1 de outubro de 2009
Piafizinha Feliz
Coincidência ou não, a vida está me fazendo feliz...
Cessou o luto, cessou a dor...
Já chorei e sofri por tempo demasiadamente longo.
Chorei o suficiente para que não haja espaços para recordações tristes, todas as lembranças foram revividas o suficiente para tornarem-se apenas lembranças, algumas boas, outras nem tanto, mas o fato é que todas elas, são lembranças e tão somente lembranças, não têm o poder de modificar o que passou, posso tornar a elas quando quiser, mas o final do filme é sempre o mesmo, não importa quantas centenas de vezes você o assista, sempre acaba da mesma forma, como as lembranças, não importa quantas vezes revisitemo-las, são apenas lembranças imutáveis, sem poder para transformar a história, acabam sempre no mesmo trecho...
Feito isto, dou-me conta de que uma vida inteira de realidades me aguarda na próxima esquina, num primeiro momento, diminuo o passo, nunca fui muito fã da tal realidade, tomo fôlego e sigo amiúde, apreensiva na verdade, o que será que a próxima curva me reserva? Respiro fundo, aumento o ritmo dos passos, já que o do coração não tem como aumentar...
Na próxima esquina encontro um amigo, um amigo anjo, um amigo que me dedica um domingo inteiro. Não me recordo quando isto aconteceu anteriormente, mas calo-me, limito-me a ouví-lo, enquanto ouço-o, revisito-me, vejo-me e escuto-me, meu coração diminui o ritmo, mas bate tão forte, que chego a questionar-me se outras pessoas poderiam ouví-lo tanto quanto eu... e então a realidade descortina-se em minha frente, meus pequenos prazeres, como o sabor do salmão no shoyo ou o sol batendo no meu rosto, um encarte do Estadão com peças e espetáculos, pequenas imagens se formando e se fundindo caleidoscópicamente em minha cabeça, ouço atentamente cada palavra, elas têm vida, de repente, algo com uma velocidade e uma suavidade dissonantes me salta pela boca: Estou feliz! Estou muito feliz! Foi tudo o que pude dizer, meus pensamentos em cascata sobre a origem desta subita felicidade me impediram de dizer qualquer coisa além disto. Neste momento, sou incapaz de formar qualquer frase conexa, clipes muito rápidos sobre a imensa falta de vontade de ver o amanhã acontecer, fazem-me questionar como pude pensar em abrir mão desta vida deliciosa... como pude não desejá-la, quando existe salmão com shoyo e sol quentinho... a nona de Beethoven acompanha o ritmo dos meus milhares de instantâneos, que vão desde finais de semana de confinamento à banhos de chuva em finais de tarde no verão, passeiam entre olhos inchados de chorar e olhos sorridentes de alegria, vão e voltam entre extremos opostos na eterna gangorra que é meu coração...
Ouço encantada cada palavra, constato feliz, que existem boas pessoas no universo, só por hoje não tenho vontade de fugir para Marte, só por hoje, sinto que vale a pena, que há humanidade entre os humanos...
É este o estopim para o começo de uma série de acontecimentos maravilhosos, lindos e reais, no decorrer dos dias que se seguem, a sensação que tenho, é que este anjo veio me visitar e ao sair deixou as portas dos céus abertas e todas aquelas pendências, que atravancavam a vida de La Momme Piaf, foram ganhando um rumo, foram se resolvendo... em duas semanas causos que me consumiam há tempos, anos até, solucionaram-se, quase que por mágica, inacreditávelmente foram-se me apresentando solucionadas as dificuldades que me consumiam em tempo, energia e recursos...
E o sol voltou a brilhar... tão intensamente, que desabrochou o sorriso em meus lábios e todo o meu ser foi tomado por um ânimo há muito esquecido, sonhos estão encontrando atalhos para a realidade, permito-me sonhar novamente, planejo o recomeço do ciclo onde parou, com os pés tão firmes na realidade, com tanta consciência do que é possível e do que é "viajar na maionese", que nem me assusto com a dimensão das coisas que almejo... sei o que quero, e me considero plenamente capaz de conquistá-lo, pois só depende de mim, da minha vontade, retomo planos abandonados para a próxima década, sei exatamente onde quero estar daqui dez, quinze, vinte anos, mas sei também que as condiçoes adversas do caminho podem traçar outras rotas e estou aberta a tudo isto, sem perder o fóco.
Atribuo todo este sucesso e toda esta felicidade que inevitávelmente o acompanha a um fato simples: quando fiz as pazes com a vida, a vida começou a acontecer... quando deixei que a felicidade imiscuisse-se em meu drama, o sol brilhou mais forte e afastou qualquer nuvem que pudesse entristecer-me o olhar.
Simples assim: a felicidade é uma senhora de bons modos, que não se apresentará em nossas vidas, a menos que seja convidada.
Piafizinha, feliz e sorridente, como não conseguiu ser nos últimos anos...
Cessou o luto, cessou a dor...
Já chorei e sofri por tempo demasiadamente longo.
Chorei o suficiente para que não haja espaços para recordações tristes, todas as lembranças foram revividas o suficiente para tornarem-se apenas lembranças, algumas boas, outras nem tanto, mas o fato é que todas elas, são lembranças e tão somente lembranças, não têm o poder de modificar o que passou, posso tornar a elas quando quiser, mas o final do filme é sempre o mesmo, não importa quantas centenas de vezes você o assista, sempre acaba da mesma forma, como as lembranças, não importa quantas vezes revisitemo-las, são apenas lembranças imutáveis, sem poder para transformar a história, acabam sempre no mesmo trecho...
Feito isto, dou-me conta de que uma vida inteira de realidades me aguarda na próxima esquina, num primeiro momento, diminuo o passo, nunca fui muito fã da tal realidade, tomo fôlego e sigo amiúde, apreensiva na verdade, o que será que a próxima curva me reserva? Respiro fundo, aumento o ritmo dos passos, já que o do coração não tem como aumentar...
Na próxima esquina encontro um amigo, um amigo anjo, um amigo que me dedica um domingo inteiro. Não me recordo quando isto aconteceu anteriormente, mas calo-me, limito-me a ouví-lo, enquanto ouço-o, revisito-me, vejo-me e escuto-me, meu coração diminui o ritmo, mas bate tão forte, que chego a questionar-me se outras pessoas poderiam ouví-lo tanto quanto eu... e então a realidade descortina-se em minha frente, meus pequenos prazeres, como o sabor do salmão no shoyo ou o sol batendo no meu rosto, um encarte do Estadão com peças e espetáculos, pequenas imagens se formando e se fundindo caleidoscópicamente em minha cabeça, ouço atentamente cada palavra, elas têm vida, de repente, algo com uma velocidade e uma suavidade dissonantes me salta pela boca: Estou feliz! Estou muito feliz! Foi tudo o que pude dizer, meus pensamentos em cascata sobre a origem desta subita felicidade me impediram de dizer qualquer coisa além disto. Neste momento, sou incapaz de formar qualquer frase conexa, clipes muito rápidos sobre a imensa falta de vontade de ver o amanhã acontecer, fazem-me questionar como pude pensar em abrir mão desta vida deliciosa... como pude não desejá-la, quando existe salmão com shoyo e sol quentinho... a nona de Beethoven acompanha o ritmo dos meus milhares de instantâneos, que vão desde finais de semana de confinamento à banhos de chuva em finais de tarde no verão, passeiam entre olhos inchados de chorar e olhos sorridentes de alegria, vão e voltam entre extremos opostos na eterna gangorra que é meu coração...
Ouço encantada cada palavra, constato feliz, que existem boas pessoas no universo, só por hoje não tenho vontade de fugir para Marte, só por hoje, sinto que vale a pena, que há humanidade entre os humanos...
É este o estopim para o começo de uma série de acontecimentos maravilhosos, lindos e reais, no decorrer dos dias que se seguem, a sensação que tenho, é que este anjo veio me visitar e ao sair deixou as portas dos céus abertas e todas aquelas pendências, que atravancavam a vida de La Momme Piaf, foram ganhando um rumo, foram se resolvendo... em duas semanas causos que me consumiam há tempos, anos até, solucionaram-se, quase que por mágica, inacreditávelmente foram-se me apresentando solucionadas as dificuldades que me consumiam em tempo, energia e recursos...
E o sol voltou a brilhar... tão intensamente, que desabrochou o sorriso em meus lábios e todo o meu ser foi tomado por um ânimo há muito esquecido, sonhos estão encontrando atalhos para a realidade, permito-me sonhar novamente, planejo o recomeço do ciclo onde parou, com os pés tão firmes na realidade, com tanta consciência do que é possível e do que é "viajar na maionese", que nem me assusto com a dimensão das coisas que almejo... sei o que quero, e me considero plenamente capaz de conquistá-lo, pois só depende de mim, da minha vontade, retomo planos abandonados para a próxima década, sei exatamente onde quero estar daqui dez, quinze, vinte anos, mas sei também que as condiçoes adversas do caminho podem traçar outras rotas e estou aberta a tudo isto, sem perder o fóco.
Atribuo todo este sucesso e toda esta felicidade que inevitávelmente o acompanha a um fato simples: quando fiz as pazes com a vida, a vida começou a acontecer... quando deixei que a felicidade imiscuisse-se em meu drama, o sol brilhou mais forte e afastou qualquer nuvem que pudesse entristecer-me o olhar.
Simples assim: a felicidade é uma senhora de bons modos, que não se apresentará em nossas vidas, a menos que seja convidada.
Piafizinha, feliz e sorridente, como não conseguiu ser nos últimos anos...
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