Alguém me disse: precisamos ir pra balada! Suspenso no ar ficou o não dito: caçar.
Não funciona assim! Vou lhes contar como funciona: um conhecido em comum lhes apresenta (geralmente numa festa), vocês trocam informações, se percebem talvez troquem telefones, alguns dias depois, dependendo da sensibilidade do conhecido em comum ao “passar a ficha completa”, pode rolar um programinha, depois disso quem sabe, haverá alguém com bastante potencial para merecer uma exploração de terreno.
É assim desde que o mundo é mundo.
Aí vc vem me falar sobre a sua amiga que conheceu um cara na balada, casou, teve meia dúzia de filhos e viveu feliz para sempre. Vai por mim, se é que ela realmente viveu feliz para sempre, ela é a exceção, não a regra.
Até Liz Gilbert comprova minha teoria, em Comer, rezar, amar ela é apresentada a Felipe por uma conhecida em comum que “dá a ficha completa” da pior forma possível, mas cumpre seu papel.
Aliás o filme é ótimo, embora prefira sempre os livros, este me surpreendeu, existem poucas mudanças e não alteram o enredo. A casa dela na Indonésia é exatamente como imaginei, o mar também. Ketut Lier é apaixonante, como no livro. Me identifiquei com ela em 4/5 da história, só não na última parte, porque ainda não chegou a hora do meu “felizes para sempre” ainda e Tb pq se um homem chorar daquele jeito na minha frente provavelmente eu bata nele e lhe dê algum motivo pra chorar de verdade (mentira), mas o cara é muito chorão mesmo, provavelmente mulheres do mundo inteiro estão vindo ao Brasil a procura daquela espécime rara e sensível, sinto tanto, mas resta o consolo de saber que encontrarão ótimos amantes.
Bom é isso, assistam o filme, leiam o livro pra entender melhor e quando forem à balada, façam-no com o firme propósito de se divertir.
Piafizinha, comendo mais do que rezando ou amando.
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