6 de junho de 2008

Tragédia da lagartixa manca - Parte II

Olha que maravilha essa vida, não é? A gente dá uma volta no quarteirão e compreende uma verdade que estava oculta por trás de um bueiro qualquer. A gente passa a vida tentando encontrar as pessoas, se apaixona por algumas que não necessariamente tem as qualidades que buscamos, mas acreditamos nelas e sonhamos em encontrar essas coisas nelas porque simplesmente vemos em seus olhos um brilho diferente. Daí outras pessoas, cheias de qualidades, muitas das que esperamos encontrar, nos aparecem e oferecem amor sincero, mas não vemos em seus olhos aquele brilho que vemos nos não dotados... Isso significa que temos o dedo podre para escolher nossos companheiros? Não! Apenas que não encontramos, ainda, em nossos caminhos aquelas pessoas que nos ofereçam amor sincero e brilho nos olhos ao mesmo tempo. Mas é questão de fluxo, apenas. Aliás, na vida tudo é questão de fluxo ou contra-fluxo... Uma hora aparece alguém que mesmo não dotado, se esforce, se esmere para atender às nossas solicitações... isso sim, porque é mais fácil se desbobrar para atender ao outro, que forjar brilho nos olhos.

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