6 de junho de 2008

Tragédia da lagartixa manca

A gente se protege o quanto pode, aceita com resignação as amarguras de se ficar só, até começa a acreditar em auto-suficiência, planeja coisas, corta o cabelo, faz as unhas do pé, pensa em estudar metafísica... Daí aparece um cara, esbarra na gente, a gente faz cara de blasè, finge que não está percebendo. Ele insiste, te chama pra sair, você aceita e acredita que está "curtindo o momento". Ele se apaixona, diz que quer casar com você, te chama para morar com ele, faz o caralho pra quebrar sua resistência e, quando te convence, some. Está confuso, precisa de espaço, não sabe bem o que quer da vida... precisa de liberdade. Dá pra entender?
O jeito é deixar o rabo e retomar a marcha enquanto ainda se consegue controlar o corpo.

2 comentários:

Anônimo disse...

Calíope abandonou a poesia hoje, perceberam, confrades? Estou quase partindo para o repente. Coisas de tamarindo.

Piaf disse...

nossas vidas se fundindo e confundindo, tens sem sombra de dúvidas razão... é uma vida só!!!!!! amo-te mulher de minha vida!