28 de junho de 2008

Quente...

Uma febre me consome a alma
Fujo de todos que ma queiram curar.

Não posso, não devo não quero...

Esta alta temperatura me faz viver.
Me faz ser eu e ser você.
Se me queres, não tentes me curar.
Se me amas, aceita o pouco que te dou

Entenda que este pouco
É de mim muito
É sôfrego e tem poderes curativos
Mas só para as almas desavisadas...

Não tente me entender
Ou enlouqueça comigo
Esta sã loucura
Esta vicissitude sentimentalóide.

Liberta-me dos teus preconceitos
E terás me prendido a ti para sempre
Com o elo invisível da cumplicidade.

Tente me prender
E terás me perdido para sempre
No precipício da possessão.

Vem, sente meu calor
E aparta-te de mim
Para que não sejamos ambos
Mornos e sem graça.

Piafizinha, a delirante.

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