6 de maio de 2008

Do impossível e das suas possibilidades

Um amigo escriba me diz que na juventude tudo é possível, na velhice tudo é impossível e na meia-idade... bem, não se sabe... Penso que há certa razão nessa reflexão, embora talvez não na forma estabelecida pelo adorador de astros.
Se se pode separar a vida em dois estágios primordiais, sendo eles a juventude e a velhice, pode-se também apartá-los da lógica cronológica que rege nossas vidas. A tal ponto que a juventude ou a velhice tornem-se estágios da alma e não do corpo. Se assim se pode supor, pode-se também supor que a alma seja acrônica, o que a permite transitar cá e acolá a qualquer recorte de tempo, num espaço indeterminado e indeterminante.
O que seria então impossível para uma alma jovem? Capaz de flutuar sobre o tempo, pelo espaço, como chuva...?
O que, meu caríssimo adorador de astros, é impossível para uma alma que fecha o guarda-chuva num dia chuvoso e se põe a cantar e dançar e chutar poças d'água?

Um comentário:

Zoroastres disse...

Concordo de cabo a rabo