Minha mente está tão cheia de coisas vazias que não consigo pensar, criar, escrever.
Além de uma ou duas coisas essênciais ao dia a dia, tem um buraco negro, um vacuo, que tomou conta dos meus pensamentos, sim é de fato uma âncora, que carrego comigo todos os dias, onde vou, é aquele cheiro no travesseiro, aquele que nem está lá mas eu sinto... Inferrrrno... vai passar eu sei que vai, mas quando? Quanto mais quero não pensar mais penso, mais enlouqueço, mais tenho febres... que profunda apatia me consome... Corro pras idéias, mas elas correm de mim, desdenham indiferentes, riem da minha fragilidade, apontam escarnecedoras, pois já não me reconhecem como célula matter, não encontram a invencibilidade de outrora, e assim abandonadas a própria sorte, vão se desfazendo pelo caminho... E eu onde estou? Talvez em marte... não sei, mas de fato tão longe, tão inatingível... o astro me pergunta: como vai? Melhor. Melhor não perguntar... A poucos passos de começar a fuga, planejo correr de todos até que me encontre novamente... será possível? não correr, me encontrar... quanta febre, quanto delírio, quanda sandice... Mais uma viajem sem volta pra marte, mas nem lá me sinto em casa... fecha casulo! Guarda de volta esta borboleta!!!
São só os ecos...
Os instântaneos...
Os vultos...
O calor...
O pulso fraco...
A febre forte...
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Um comentário:
Bem-vinda de volta à Marte, Mlle. Piaf. esperamos que tenha uma boa estada!
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