8 de abril de 2008

Um saco cheio de alfafa

Este é o meu legado... venho aqui apenas para lembrar-lhes, meus caros, convivas, que esta Calíope que vos fala está prestes a completar mais um outono. Assim, com a alma por lavar, pois que um ciclo se encerra e faz-se necessário enterrar um chumaço de cabelo e consagrar à terra o que temporariamente tomamos de empréstimo, declaro minha herança aos próximos confrades que virão, assim como nós, a ter seus sacos repletos. Herdarão de mim um saco de alfafa. Sim, posto isto em minha cápsula, para lembrar que antes de trocarmos suor e neurônios por dinheiro os trocávamos por alfafa, sementes, tomates e coisas igualmente não-impressas. Alimentem seus bichos de comida e suas almas de palavras, que o corpo a terra se encarrega de carregar e as moléculas, que são de carbono, se refazem numa nova cadeia e seremos, quiçá, alfafa outra vez!
Assim, toda a nação será salva e pagaremos qualquer preço, suportaremos qualquer fardo, apoiaremos qualquer amigo, opor-nos-emos a qualquer inimigo par agarantir a sobrevivência e a vitória da liberdade!
Assim seja.

2 comentários:

Piaf disse...

Alfafa? minha prole herdará minhas dívidas,principalmente a hipoteca da casa... não creio que eu viva pra quitá-la...

Anônimo disse...

Piafizinha,

você tem prole! está absolvida... já eu...