Considerando possibilidades quânticas, posso dizer que fui para Marte e nunca mais voltei por diversas vezes...
Sim, sem dúvida alguma,
Como mãe,
Como artista,
Como filha de um pai ausente e de uma mãe (não sem motivos) alienada,
Como estudante,
E não sem um sofrimento sepulcral, como mulher...
Em breve Marte será habitado por uma espécie única de clones absurdamente distintos.
Ainda considerando possibilidades quânticas... por aqui sobrou uma ínfima centelha, porém com certa intensidade, olhos perdidos em Hell, um coração que galopa errante e não cansa da batalha, ao contrário, foge do repouso impetrando duelos já perdidos, e por fim um tabernáculo que por vezes se cobre de adornos a fim de retaliar uma alma em andrajos.
Os ecos,
Os vultos,
Os instantâneos,
A memória olfativa,
São grilhões de mim para mim em Marte.
E a beleza está na ambigüidade...
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Um comentário:
O que eu deveria dizer, Piafizinha? Esta é você, em palavras e abstrações... sei que esperas que eu diga, como nós, mulheres insassiáveis de constatação, sempre o esperamos... Mas sabes também que, como pretensa musa, não sei dizer de outra forma se não assim, no papel ou na tela, pois o mundo me parece tão mais interessante mudo.
Amo-te e esta é a maior das constatações... tuas palavras são minhas e minha alma as absorve aflita e satisfeita.
Assim seja.
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