Trôpegos e embriagados de vida interior, resolveram juntar-se para empanturrar a alma de palavras belas, para excitar os sentidos com frases lascivas e perturbar o espírito com dizeres saborosos. Nada fazem senão comer e beber a vida com os melhores molhos que se pode fazer com as mais raras especiarias que se pode encontrar. E dançam imóveis os tangos e fados imortais... e cantam mudos as canções sagradas da memória coletiva e acumulam arquétipos num enorme lençol branco onde se lê à sangue coagulado um SOCORRO desesperado.
Entupidos de realidades materiais improvávelmente urgentes, flutuam entre uma pilha de papél e outra, deslizando entre prioridades, conformidades e não-conformidades diárias e batem o ponto da ilusão sempre ao meio-dia e sentam-se em mesaninos imaginários para degustar o sabor provocante da constatação da vida. Na volta à labuta apertam o F5 e um outro pândego ali o espera com palavras voláteis, hilariantes, ou com profundidades abstratas e digressões errantes e chora-se e ri-se e ri-se de tanto chorar e chora-se de tanto rir e lembra-se que no teto, os balões de gás hélio são seus patrícios, comparsas.
Assim brindam os patuscos: Às palavras, belas, jogadas, jorradas da alma, vomitadas do fígado, bombeadas do coração, eternizadas pela alma! Às palavras do cientista, do cineasta, do poeta e do palhaço! Palavras, beijos, abraços, uma gaita de fole desafinada, um café fulmegante, um chocolate encantando, uma massa enfeitada e um recado de um mundo distante que só conhece quem é convidado. Completa está a vida e finita a comédia.
Bem-vindos, mes amis! Inaugurada está a nossa Confraria.
24 de março de 2008
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Um comentário:
Entre todos, este é o meu favorito...
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