De todas as borboletas multicoloridas, multifacetadas e por que não dizer multifuncionais que compoem meu pensamento, hoje me sinto como apenas uma delas, meio cinza, voando distante, tentando passar despercebida...
À margem, discreta, sóbria, tentando ficar sozinha, defendendo minha deliciosa área de conforto, que insiste em ser invadida, dia-a-dia, hora-a-hora, e eu insisto em "enxotar" intrusos....
Só queria um pouco de sossego, tomar fôlego para mergulhar de novo num vôo mais cintilante...
Será que é possível ser apenas parte deste todo que consome, atiça, derruba e reconstrói tudo de novo em fração de segundos?
Será necessário toda esta desconstrução para alcançar não a perfeição pq seria chato demais, mas o ideal?
Se o for, assim será, pq há boas e más borboletas e talvez entre elas ainda exista uma fada, à quem um pirilampo insiste em chamar Amor de Minha Vida e lembrá-la de sorrir de novo.
Entre os bons sempre haverá uma pitada de maldade assim como entre os maus, sempre se encontra um quê de bondade.
Que seja isto, em mim, fraternas e divergentes, voadoras e cintilantes borboletas escritoras de uma história cujo o final está bem distante, mas os entremeios fazem valer a pena.
Piafizinha, borboletando.
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