4 de setembro de 2009

Numa manhã chuvosa de sexta-feira...

*queria poder por no papel o que li um dia nos teus olhos
*e minhas palavras por certo alcançariam o céu
*mas faz tanto tempo que as vezes nem sei se vi ou se sonhei
*e por tanto tempo esperei que me procurassem de novo
*que fiquei cega
*e não vi que aqueles olhos não existem mais...

E foi assim que acabou,numa manhã de sexta-feira,
a chuva veio lavar minhas tristezas.
e havia tanto amor em meu coração, que não houve espaço para mesquinharias...
mais uma vez me pergunto como consegui deixar que as coisas fossem tão longe...
Mas esta é só mais uma pergunta daquelas que não têm resposta...

Foi assim que o passado finalmente assumiu seu posto.
Com olhares ternos, cúmplices...

ah minha doce criança, meu doce ser iluminado...
Quantas lágrimas ainda cairão por ti até que amadureças?
Em meu peito já não há espaço para tanta tristeza...
Abraço-te forte contra mim, como se fosse possível te dizer com este abraço
o que meus olhos já tentaram, minha boca, minhas palavras falharam...
Tudo em vão...

Ah se houvesse algum lugar neste mundo onde eu me sentisse em casa...
Correria pra lá...
Se houvesse onde sepultar meu coração, já tão machucado...

Embora eu ame dias nublados, há uma nuvem que paira sobre meu olhar,
roubando-lhe todo o brilho...
Por mais quanto tempo suportarei esta dor que rasga meu peito?
e por mais quanto tempo me deixarei envenenar por esta tristeza?
Não tenho forças pra reagir,
nem vontade,
nem coragem...

É o único desejo de meu coração adormecer...
Hoje morro mais um pouco...
Hoje, torno a couraça mais resistente...

Quando acordar, se conseguir acordar...
Certamente direi: Um novo dia, um novo recomeço...
Espero ter forças pra isto, em verdade, sei que tenho
Só não tenho a menor vontade de usá-la...
Que forma dolorida vc tem de me amar...

Elma.

Um comentário:

Piaf disse...

minha dor é só minha.
ninguém poderá sentí-la por mim e ela não se tornará menor por doer tb em outros corações...