8 de junho de 2009

A Trilha Prateada.

Sempre acreditei fazer a coisa certa.
Sempre achei que o lugar que ocupava era o melhor em que poderia estar.
Que o carinha que eu amava era o único no mundo pra mim.
Que a roupa que eu usava era muito a minha cara.

Assim sempre segui a trilha prateada na estrada de minha vida.

Se chutava o balde, era porque após séculos de introspecção, acreditava que era o mais sensato.

Dediquei anos à alguns relacionamentos, anos à alguns empregos,
Anos à algumas amizades, e toda uma vida à algumas filosofias.

Amei, odiei, perdoei e fui perdoada algumas vezes.
Sempre inflexível, me quebrei algumas vezes, mas, me reconstruí todas elas.

Abracei todas as causas que acreditei serem justas...

Tudo em mim é febril e leonino.
Urgente e Imprescindível.

Demoro ou não abro mão do que acredito,
Até que não exista mais.
Simples assim: Acreditei na causa, entrei na luta, pra vencer ou morrer.

Trabalho com paixão e sei que ninguém é insubstituível,
Mas sei também que ninguém faria do meu jeito.

Amo com brilho no olhar
E vivo meus amores até o fim.
Ainda que os viva sozinha,
Pois até hoje não encontrei alguém que possa entender ou suportar
Tanta urgência e tanta ânsia.

Hoje tento incluir na trilha amenidades.
Descubro que é possível encontrar algum conforto
Quando se desacelera.

Percebo que toda minha energia ficou concentrada
Em fazer o melhor, da melhor forma, porém isto levo-me a lugar nenhum.

Só hoje dou-me conta:
A trilha prateada nada mais era do que um caminho
Deixado por alguma lesma perdida.
Quiçá, menos que eu...

Piafizinha, procurando outro caminho.

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