14 de abril de 2008

Vontade de ser eterna

O que sabemos, convivas? Da loucura? Do desejo? Da esperança? Do ódio? Da redenção? Da guerra? Da morte? Da ignorância? Da paz? Da vida?
Calíope, agarra sua pena imaginária, sentada em sua miniatura de cadeira e constata que o melhor é abandonar os arquetétipos e acender um L&M moderno, cancerígeno e escrever parcas linhas esfumaçadas para aqueles nos quais seu amor repousa. Sabe das palavras, dessas sim. E da maneira como elas se agrupam ora num balé sisudo, ora numa polca alegre. Daí o resto é composição. Com seu léxico repleto de metamorfoses, ciclos e toda sorte de representações paradoxais, acolhe em seu peito uma semântica transcedental, dessas que dão sentido às coisas, e pede para permancer no espaço, de cabeça de baixo, no seu pequeno metro quadrado de ternura. Para sempre.
Que se possa ser macaco e pensar, mas que a ordem que a musa escolher para esculpir as palavras seja dela e só dela - e que a poeira espessa que é a vida leve consigo uma canção da bela, como um seu retrato à óleo, mais adentro, até a eternidade. Para sempre Cinderela. Vontade de ser eterna...

Um comentário:

Piaf disse...

Impressionante esta sintonia, esta sintonia, esta noite escrevi sobre o meu Carlton...